ENSEMBLE JUVENIL DE SETÚBAL

Principais parceiros do projeto

Câmara Municipal de Setúbal

PARTIS - Práticas Artísticas para Inclusão Social, Fundação Calouste Gulbenkian

BPI Capacitar, BPI e Fundação La Caixa

The Helen Hamlyn Trust

Através do Festival anual de Música de Setúbal, a A7M tem vindo a trabalhar desde 2011 a inclusão pela música junto da população de Setúbal.

O Ensemble Juvenil de Setúbal, nascido no fim de 2014, herdou as mesmas características de inclusão social do Festival. Esta pequena “orquestra” reflete a realidade da atividade musical da comunidade local e, por isso, inclui na sua formação, os percussionistas de tradição africana/latino-americana (20% da população originária de ex-colónias portuguesas), os instrumentistas clássicos, os músicos de jazz e os jovens com necessidades especiais, que estão agora a desenvolver as suas capacidades musicais com recurso a tecnologia de apoio.

Importante, também, é o facto deste Ensemble proporcionar trabalho regular a jovens compositores, tal como as orquestras sempre fizeram no passado, uma vez que é necessário criar um repertório com obras especialmente compostas ou arranjadas para este formato único de democracia musical.

O Ensemble Juvenil de Setúbal, é conduzido por Miguel Ângelo Conceição

Miguel Ângelo Conceição, nasceu em Setúbal no ano de 1984. Aos nove anos de idade inicia os seus estudos musicais na Sociedade Musical Capricho Setubalense com o professor Francisco Veiga, com quem aprende Solfejo e Clarinete. Ingressou em 1997 no Conservatório Regional de Setúbal na Classe de Clarinete, onde estudou com os professores Paulo Gaspar, Fernando Pernas e Susana Valente.

Desde muito cedo desenvolveu uma intensa atividade musical como clarinetista em diversos agrupamentos, dos quais se destaca a Orquestra de Clarinetes de Almada, Orquestra de Sopros do Conservatório Regional de Setúbal e as bandas da Sociedade Musical Capricho Setubalense e Sociedade Filarmónica Humanitária (Palmela).

Na área da direção estudou com diversos maestros, tendo frequentado vários masterclass’s com professores nacionais e internacionais. Entre eles: Henrique Piloto, José Brito, José Ignácio Petit e Felix Hauswirth, Paulo Martins, Johan de Meij, Linda Moorhouse, Mark Heron, George Matthew, Alberto Roque, Jean-Sébastien Béreau, Jean-Marc Burfin, Emilio Pomàrico e Colin Metter. Trabalhou ainda com Jacob de Haan, José Pascual Villaplana, Raymond Holden, Ed de Boer – que compõe com o pseudónimo de Alexander Comitas.

Participou na Conferência Mundial da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE) que teve lugar em Buñol, Espanha, no mês de julho de 2019, associação da qual é membro. Neste mesmo âmbito, foi escolhido para um painel internacional de 12 jovens maestros que tiveram a oportunidade de trabalhar com uns dos mais conceituados maestros a nível internacional num masterclass que ocorreu durante o evento.

Licenciou-se pela Escola Superior de Educação de Setúbal em Educação Musical e em Direção de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, sob a orientação de Jean-Marc Burfin. Leciona na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha e na Escola Diocesana de Música Sacra do Patriarcado de Lisboa, onde é igualmente coordenador pedagógico. Atualmente é Maestro da Banda Musical e Artística da Charneca, Lisboa e do Ensemble Juvenil de Setúbal.

Encontra-se de momento a frequentar o mestrado em direção de sopros no Koninklijk Conservatorium Den Haag – Conservatório Real de Haia, Holanda – na classe do renomeado professor Alex Schillings.


Este é um projeto único e inovador, mas a filosofia e a metodologia podem ser igualmente adotadas e adaptadas por comunidades locais em qualquer parte do mundo. Estamos orgulhosos de que Setúbal seja a casa da primeira ‘orquestra’ que realmente se liberta de barreiras culturais e sociais – as quais muitas vezes se interpõem entre pessoas de diferentes origens e entre músicas de diferentes géneros – na busca da qualidade artística, bem como da igualdade

IAN RITCHIE
Cocriador do projeto


O Ensemble Juvenil de Setúbal destina-se a jovens que desejam desenvolver a sua prática musical a um nível mais elevado, incluindo aspirações profissionais na área.

Faixa etária

A faixa etária base para os elementos deste ensemble é dos 15 aos 25 anos. No entanto, estes limites são flexíveis, para permitir a inclusão de elementos mais jovens que demonstrem especial interesse em fazer parte do ensemble, ou mesmo de pessoas com mais idade, como é o caso de algumas com necessidades especiais que podem ter muito a ganhar e a oferecer a este projeto.

Instrumentação/Naipes

A constituição do Ensemble integra os seguintes instrumentos:
– Sopros (flauta transversal, oboé, clarinete, fagote, saxofone, trompa, trompete, trombone, tuba)
– Cordas (violino, viola, violoncelo, contrabaixo, guitarra)
– Eletrónicos (guitarra, baixo, teclado, skoog)
– Percussão (clássica, étnica, tradicional)

Recrutamento

A seleção dos elementos do Ensemble é feita através de audição digital (colocar link para documento de inscrição). O processo de candidatura, embora bastante acessível, requer sempre que possível a indicação ou aconselhamento dos professores e das instituições que trabalham com os jovens músicos. Os candidatos selecionados terão um primeiro período experimental no Ensemble, de quatro semanas, no qual deverão demonstrar o envolvimento e compromisso musical e social necessário ao bom funcionamento do grupo. A entrevista presencial do candidato será uma importante parte do processo de audição.

Repertório

A constituição musical única deste ensemble, representando a democracia social da comunidade onde surge, justifica a criação de novo repertório. Foram estabelecidos contactos com a Escola Superior de Música de Lisboa, no sentido de alunos e ex-alunos da área de composição participarem neste desafio musical único, compondo especialmente para este Ensemble. Ao mesmo tempo, em cada ano temos a visita de um compositor ligado aos programas de composição da London Symphony Orchestra para criar uma obra original. Há ainda espaço para novos arranjos de músicas com as quais os jovens intérpretes e o público já estão familiarizados, em versões adaptadas ao Ensemble. São também interpretados pequenos solos e peças de grupo, intercalando as grandes obras. Os próprios jovens têm a possibilidade de criar novas obras através de um processo de workshop. Por fim, há igualmente espaço para a improvisação do grupo.

Ensaios

Os ensaios acontecem semanalmente, ao sábado entre as 15h e as 17h e excecionalmente entre as 15h e as 18h no Auditório José Afonso, na Avenida Luísa Todi. Os ensaios podem ser de naipe ou tutti consoante a necessidade do Ensemble.